Sunday, September 17, 2006
"Só se Lula fechasse a boca"
Duas conhecidas autoridades sentiram na pele, essa semana, a sabedoria do ditado: "quando não se tem nada para falar, é melhor calar". O caso mais grave foi o do Papa Bento XVI, que fugindo da velha diplomacia do Vaticano resolveu falar mais do que a nega do leite (OK, essa expressão pode ser mal interpretada) e criticou o Islã, associando-o ao uso da violência em nome de Deus. Quem tem um passado como o da Igreja Católica nas costas deveria pensar XVI vezes antes de acusar outras religiões. Como assinala o historiador Moniz Bandeira, as três religiões surgidas no Oriente Médio (catolicismo, judaísmo e o islamismo) trazem a mesma matriz fundamentalista. Vossa Santidade recebeu puxão de orelha até do New York Times, que o chamou a pedir desculpas.
Aqui no Brasil, Vossa Excelência, o presidente Lula, legítimo representante do povão, ainda não se deu conta que, pelo cargo que ocupa, toda e qualquer palavra proferida por ele pode ser usada contra si, pelos jornais em busca de notícias fortes e pela oposição querendo arrancar-lhe algumas intenções de voto. Nesse final de semana, ganhou espaço nobre em periódicos nacionais e estrangeiros a versão de que Lula pretende fechar o Congresso Nacional, em eventual segundo mandato. A notícia saiu a partir de um conversa entre o presidente e um empresário, quinta-feira, dia 14. Eugênio Staub, da Gradiente, perguntou como ele pretendia fazer com que o Brasil alcançasse resultados econômicos parecidos com os da China. Lula teria respondido que era diferente pois a China é uma ditadura. "Só se eu fechasse o Congresso". Segundo o jornalista Elio Gaspari, a expressão foi bem mais forte " a vontade que dá é de fechar esse Congresso e fazer o que é preciso". Não é preciso ser muito esperto para perceber que foi uma força de expressão, do tipo "vou acabar com sua raça", "vou matar esse menino", ou "Se você fizer isso, eu corto seu bilau". Mas, sendo presidente e estando em campanha pela reeleição, o que é preciso é medir muito bem as palavras.
Aqui no Brasil, Vossa Excelência, o presidente Lula, legítimo representante do povão, ainda não se deu conta que, pelo cargo que ocupa, toda e qualquer palavra proferida por ele pode ser usada contra si, pelos jornais em busca de notícias fortes e pela oposição querendo arrancar-lhe algumas intenções de voto. Nesse final de semana, ganhou espaço nobre em periódicos nacionais e estrangeiros a versão de que Lula pretende fechar o Congresso Nacional, em eventual segundo mandato. A notícia saiu a partir de um conversa entre o presidente e um empresário, quinta-feira, dia 14. Eugênio Staub, da Gradiente, perguntou como ele pretendia fazer com que o Brasil alcançasse resultados econômicos parecidos com os da China. Lula teria respondido que era diferente pois a China é uma ditadura. "Só se eu fechasse o Congresso". Segundo o jornalista Elio Gaspari, a expressão foi bem mais forte " a vontade que dá é de fechar esse Congresso e fazer o que é preciso". Não é preciso ser muito esperto para perceber que foi uma força de expressão, do tipo "vou acabar com sua raça", "vou matar esse menino", ou "Se você fizer isso, eu corto seu bilau". Mas, sendo presidente e estando em campanha pela reeleição, o que é preciso é medir muito bem as palavras.