Monday, October 02, 2006
Do tempo em que as socialites votavam no Bahiano
Até ontem, 2 de outubro, meu único pensamento ao passar em frente às obras do Clube Bahiano de Tênis, onde agora se constrói uma Perini, era achar um horror a destruição da antiga fachada e a sua transformação em uma loja moderna. Afinal de contas, por mais elitista que tenha sido o clube antes de afundar em dívidas, era um casario bonito que merecia ser preservado. Mas ao ver no jornal A TARDE uma socialite com adesivo de Paulo Souto na blusa, saindo da Faculdade de Administração da Ufba, e declarando-se desapontada por não poder mais votar com "pessoas selecionadas", no clube que era "uma extensão da sua casa", ajoelhei e agradeci à família Faro por destruir qualquer resquício de lembrança na memória da eleitora do PFL.
É esse tipo de gente que foi surpreendida pela derrota de Souto e que vai ter que começar desde já a limpar as gavetas nos feudos criados pelos carlistas nos órgãos públicos ao longo dos últimos 16 anos e que dava por certa a permanência por mais quatro anos, pelo menos. Independente de quem vai ocupar esses espaços a partir do ano que vem, é muito bom saber que as salas do Instituto Mauá, da Bahiatursa, da Secretaria de Cultura e Turismo, do TCA e de outros setores da burocracia estadual vão respirar outros ares. Podem até ser piores, em alguns casos, mas não estarão viciados.
Uma reciclagem que o próprio governador Paulo Souto poderia ter feito, se tivesse se decidido por renovar a equipe herdada de seus antecessores, ou do "grupo", e bancar mudanças em secretarias que julgasse necessárias. Foi essa falta de independência em relação a ACM que impediu o apoio de alguns políticos de outros partidos à candidatura de Souto. Nos bastidores, auxiliares do governador gostam de acentuar que ele tem uma bancada própria, não-carlista, e que sabe alçar vôos próprios. Mas o seu motor não foi suficiente para fazer com que o seu governo fosse tão e somente seu. Exemplo claro foi a indicação para a Secretaria de Segurança Pública de um general cearense, que não entende patavinas de segurança urbana, mas que foi o nome de consenso entre o que queriam o governador e o senador.
É esse tipo de gente que foi surpreendida pela derrota de Souto e que vai ter que começar desde já a limpar as gavetas nos feudos criados pelos carlistas nos órgãos públicos ao longo dos últimos 16 anos e que dava por certa a permanência por mais quatro anos, pelo menos. Independente de quem vai ocupar esses espaços a partir do ano que vem, é muito bom saber que as salas do Instituto Mauá, da Bahiatursa, da Secretaria de Cultura e Turismo, do TCA e de outros setores da burocracia estadual vão respirar outros ares. Podem até ser piores, em alguns casos, mas não estarão viciados.
Uma reciclagem que o próprio governador Paulo Souto poderia ter feito, se tivesse se decidido por renovar a equipe herdada de seus antecessores, ou do "grupo", e bancar mudanças em secretarias que julgasse necessárias. Foi essa falta de independência em relação a ACM que impediu o apoio de alguns políticos de outros partidos à candidatura de Souto. Nos bastidores, auxiliares do governador gostam de acentuar que ele tem uma bancada própria, não-carlista, e que sabe alçar vôos próprios. Mas o seu motor não foi suficiente para fazer com que o seu governo fosse tão e somente seu. Exemplo claro foi a indicação para a Secretaria de Segurança Pública de um general cearense, que não entende patavinas de segurança urbana, mas que foi o nome de consenso entre o que queriam o governador e o senador.