Monday, October 09, 2006
Opinião de quem não assisitiu ao debate domingo passado
A primeira coisa que fiz ao chegar em casa no domingo à noite foi checar pela internet as opiniões sobre o debate, que não pude assitir, as enquetes feitas pelos sites e os comentários nos blogs. Como sou eleitor de Lula e desaprovo a cobertura política dos grandes veículos de comunicação baseados no Sudeste,tentei captar o máximo possível de sentenças e os argumentos utilizados por todos que acharam necessário eleger um vencedor do embate. Fiquei com a opinião de Luis Nassif que, comentando os posts de seus leitores, assinalou o caráter passional das avaliações. E, com acerto, afirmou que basta observar quem um jornalista elegeu o vencedor do debate para concluir em quem ele vai votar. Desnecessário dizer que as avaliações da maioria dos colunistas políticos e blogueiros apontam para a vitória de Alckmin.
As primeiras impressões sobre como o programa de domingo à noite foi percebido pelos eleitores, os que lêem e os que não lêem jornais, poderão ser sentidas ainda esta semana, com a divulgação de pesquisas feitas pelo Datafolha e pelo Vox Populi após o debate da Band. Com a aproximação do segundo do turno e os debates televisivos elevando a temperatura política é quase impossível não levar as crenças ideológicas ao limite da aversão ao adversário e aos seus simpatizantes. Não por acaso,nos Estados Unidos a maioria das pessoas se recuse a declarar voto em uma conversa com amigos, familiares ou estranhos, ainda que ostente em seu automóvel ou nas paredes de seu estabelecimento comercial sinais de sua escolha. É que às vezes o candidato em que se vota determina não apenas o futuro de um território em disputa política, mas também as relações interpessoais. Desde o início desta campanha, recebi pelo menos dois relatos de pessoas que se desinteressaram por uma paquera ao saber em quem ela tinha votado no primeiro turno. Alguns chamam isso de sectarismo.
Mas em momentos extremos, quando lhe parece óbvio que só há uma escolha possível,é muito difícil ver com bons olhos pessoas que estão "do lado do mal". Não é possível sair para tomar uma cerveja com alguém que, tendo acesso a informação e sido contemplado com a capacidade de raciocínio, corrobora docilmente para a criação de um discurso retrógrado, como o que quer julgar o atual governo com padrões de santidade quando quem está do outro lado "beijou a mão do demônio".
As primeiras impressões sobre como o programa de domingo à noite foi percebido pelos eleitores, os que lêem e os que não lêem jornais, poderão ser sentidas ainda esta semana, com a divulgação de pesquisas feitas pelo Datafolha e pelo Vox Populi após o debate da Band. Com a aproximação do segundo do turno e os debates televisivos elevando a temperatura política é quase impossível não levar as crenças ideológicas ao limite da aversão ao adversário e aos seus simpatizantes. Não por acaso,nos Estados Unidos a maioria das pessoas se recuse a declarar voto em uma conversa com amigos, familiares ou estranhos, ainda que ostente em seu automóvel ou nas paredes de seu estabelecimento comercial sinais de sua escolha. É que às vezes o candidato em que se vota determina não apenas o futuro de um território em disputa política, mas também as relações interpessoais. Desde o início desta campanha, recebi pelo menos dois relatos de pessoas que se desinteressaram por uma paquera ao saber em quem ela tinha votado no primeiro turno. Alguns chamam isso de sectarismo.
Mas em momentos extremos, quando lhe parece óbvio que só há uma escolha possível,é muito difícil ver com bons olhos pessoas que estão "do lado do mal". Não é possível sair para tomar uma cerveja com alguém que, tendo acesso a informação e sido contemplado com a capacidade de raciocínio, corrobora docilmente para a criação de um discurso retrógrado, como o que quer julgar o atual governo com padrões de santidade quando quem está do outro lado "beijou a mão do demônio".
Comments:
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Acho que deveriamos levar o sectarismo a sério e fundar o Exército Republicano Norte-Nordeste (ERNN, alguma outra sugerencia de siglas bonitinhas?). Digo, o plano é o seguinte, deixa o Sul-Sudeste e Centro-Oeste (com exceção dos estados que votaram em massa em Lula, tipo o RJ) com Alckmin como presidente e o Norte-Nordeste com Lula, com migração facilitada para todos aqueles que se sintam "fora de região". Ah, e votantes de HH e Cristovam com migração forçada para a Alckimlandia. E todos contentes, rá rá rá.
interessante que no domingo à noite e na segunda e terça a maioria dos blogueiros eleitores de alckmim não paravam de postar e alardear a vitória do candidato tucano e hoje, na quarta, após a divulgação da pesquisa datafolha, a gente vê o contrário: a maioria das postagens são dos blogueiros eleitores do lula.
eu sou eleitor de lula e acho que a vitória não está garantida ainda, mas estamos no caminho. melhor a gentileza do que a agressão...
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