Wednesday, October 18, 2006
Um perigoso clima no ar
O acirramento das discussões em torno da presente campanha eleitoral, entre simpatizantes de Lula e Alckmin, pode descambar para um clima de hostilidades digno de hooligans, os fanáticos torcedores de futebol da Europa que levam suas paixões às raias da loucura. Já está acontecendo. A mutilação do dedo de uma simpatizante do PT, na madrugada da última segunda, é, até agora, o caso mais grave reportado de agressão por motivos ideológicos desde o início do embate entre os dois candidatos ao cargo máximo do País.
A cena trouxe para o campo da disputa democrática a barbárie até então conhecida, infelizmente, em estádios de futebol, guerra entre traficantes e contendas religiosas. Mas dessa vez o dedo de uma publicitária foi arrancado a mordidas não porque ela trajava a camisa de um time de futebol, por desafiar as leis de contraventores rivais ou professar sua fé em um deus diverso de outros crentes. A mutilação foi motivada pelo uso de uma camiseta com o nome do seu candidato à Presidência da República.
A agressão aconteceu em um barzinho no bairro do Leblon, um dos mais caros do Rio de Janeiro. Presume-se que pode ter sido potencializada pelo uso de álcool, já que a agressora estava no local quando chegou a militante petista. Mas é estarrecedor que uma jornalista, simpatizante de Alckmin, tenha perdido a cabeça a ponto de mutilar alguém. Sabemos que profissionais de imprensa tem feito coisas terríveis ao longo da história, como ocultar informações, deturpar dados e apresentar reality shows, mas passar à agressão física por causa do voto é demais.
O clima instalado pelo País mostra que a briga no Leblon, embora extremo, não é caso isolado. Em outras cidades brasileiras têm se visto cenas de violência física e verbal por motivos eleitorais. Há um clima de caça às bruxas no Brasil, corroborado por parte da mídia, que transformou o presidente da República em um meliante e os seus eleitores em idiotas ou facínoras, o que faz com que a classe média que se considere instruída e bem informada porque assina um jornal e vê o Jornal Nacional, enquanto aguarda a novela das nove, acredite ter a prerrogativa de fazer a justiça com as próprias as mãos. Ou com os dentes, no caso. Uma amiga minha já avisou que quem tocar em um fio de cabelo de Chico Buarque vai se ver com ela.
A cena trouxe para o campo da disputa democrática a barbárie até então conhecida, infelizmente, em estádios de futebol, guerra entre traficantes e contendas religiosas. Mas dessa vez o dedo de uma publicitária foi arrancado a mordidas não porque ela trajava a camisa de um time de futebol, por desafiar as leis de contraventores rivais ou professar sua fé em um deus diverso de outros crentes. A mutilação foi motivada pelo uso de uma camiseta com o nome do seu candidato à Presidência da República.
A agressão aconteceu em um barzinho no bairro do Leblon, um dos mais caros do Rio de Janeiro. Presume-se que pode ter sido potencializada pelo uso de álcool, já que a agressora estava no local quando chegou a militante petista. Mas é estarrecedor que uma jornalista, simpatizante de Alckmin, tenha perdido a cabeça a ponto de mutilar alguém. Sabemos que profissionais de imprensa tem feito coisas terríveis ao longo da história, como ocultar informações, deturpar dados e apresentar reality shows, mas passar à agressão física por causa do voto é demais.
O clima instalado pelo País mostra que a briga no Leblon, embora extremo, não é caso isolado. Em outras cidades brasileiras têm se visto cenas de violência física e verbal por motivos eleitorais. Há um clima de caça às bruxas no Brasil, corroborado por parte da mídia, que transformou o presidente da República em um meliante e os seus eleitores em idiotas ou facínoras, o que faz com que a classe média que se considere instruída e bem informada porque assina um jornal e vê o Jornal Nacional, enquanto aguarda a novela das nove, acredite ter a prerrogativa de fazer a justiça com as próprias as mãos. Ou com os dentes, no caso. Uma amiga minha já avisou que quem tocar em um fio de cabelo de Chico Buarque vai se ver com ela.
Comments:
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Olá Gilson... Ou melhor, Gijó! Adorei o "No pé do Cabloco"! Bom saber que, além de excelente jornalista, tens um senso de humor sensacional! Eu também estou nesta briga!
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